O contraste na rotina de dois brasileiros: o tempo parece correr para um e caminhar para outro
São 20h30. A jornada semanal de trabalho do motoboy Rogério de Oliveira inicia o seu ápice pelas ruas e avenidas de Sorocaba. O telefone toca, o pedido é anotado. O emissor desse telefone – “o cliente” – aguardava por três esfirras de queijo, oito de carne e quatro kibes. A produtividade de Oliveira não é mais avaliada a cada seis horas de trabalho diário. Agora são 18 minutos. A rede de fast-food árabe a qual o motoboy presta serviço propõem para o “cliente” o seguinte desafio: caso a entrega não chegue em 28 minutos, você não paga pelo pedido.
São 13 minutos para preparar e outros 18 para entregar. No final da noite de sábado, por exemplo, a telefonista anota frenéticamente a quantidade de kibes pedidos. A produtividade é a mesma para a cozinheira. Ela recheia esfirras e ele acelera o motor da moto. Constantemente. Esse método de organização e divisão do trabalho já foi analisado, no final do século passado, pelo engenheiro americano Frederick Winslow Taylor (1856-1915). O modelo administrativo denominado taylorismo faz uma análise racional do tempo por meio da cronometragem de cada fase do trabalho. Dessa forma, dobra-se a produção. Bastante lógico do ponto de vista técnico, o método (...).
Oliveira se sente realizado. Conta durante 13 minutos de conversa que esse compromisso normalmente é realizado com sucesso, havendo algumas exceções com os novatos na carreira. "Podem acontecer imprevistos, mas com essa proposta todos se esforçam para que a entrega chegue o mais rápido possível".
A relação de disputa contra o tempo nessa profissão é explícita. “A nossa rotina é paulera”. Numa classe trabalhadora de cerca de 250 mil profissionais, segundo o Sindicato dos Mensageiros e Motociclistas do Estado de São Paulo, essa corrida no trânsito pode ser fatal. Dados da CET-SP indicam a ocorrência de duas ou três mortes de motoqueiros por dia na capital.
São 20h30. A jornada semanal de trabalho do motoboy Rogério de Oliveira inicia o seu ápice pelas ruas e avenidas de Sorocaba. O telefone toca, o pedido é anotado. O emissor desse telefone – “o cliente” – aguardava por três esfirras de queijo, oito de carne e quatro kibes. A produtividade de Oliveira não é mais avaliada a cada seis horas de trabalho diário. Agora são 18 minutos. A rede de fast-food árabe a qual o motoboy presta serviço propõem para o “cliente” o seguinte desafio: caso a entrega não chegue em 28 minutos, você não paga pelo pedido.
São 13 minutos para preparar e outros 18 para entregar. No final da noite de sábado, por exemplo, a telefonista anota frenéticamente a quantidade de kibes pedidos. A produtividade é a mesma para a cozinheira. Ela recheia esfirras e ele acelera o motor da moto. Constantemente. Esse método de organização e divisão do trabalho já foi analisado, no final do século passado, pelo engenheiro americano Frederick Winslow Taylor (1856-1915). O modelo administrativo denominado taylorismo faz uma análise racional do tempo por meio da cronometragem de cada fase do trabalho. Dessa forma, dobra-se a produção. Bastante lógico do ponto de vista técnico, o método (...).
Oliveira se sente realizado. Conta durante 13 minutos de conversa que esse compromisso normalmente é realizado com sucesso, havendo algumas exceções com os novatos na carreira. "Podem acontecer imprevistos, mas com essa proposta todos se esforçam para que a entrega chegue o mais rápido possível".
A relação de disputa contra o tempo nessa profissão é explícita. “A nossa rotina é paulera”. Numa classe trabalhadora de cerca de 250 mil profissionais, segundo o Sindicato dos Mensageiros e Motociclistas do Estado de São Paulo, essa corrida no trânsito pode ser fatal. Dados da CET-SP indicam a ocorrência de duas ou três mortes de motoqueiros por dia na capital.